Dois livros sobre moda e estilo da mulher parisiense

Bia Yzawa
Moda
13.04.2015
6

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Fotos: Bia Yzawa

O mundo inteiro fala sobre a elegância dos franceses, desde o sotaque sedutor à forma de se vestir. Paris, de modo geral, causa um grande fascínio nas pessoas – basta perceber a fama da torre Eiffel na decoração de muita gente (e me incluam aí no meio). E no mundo da moda, não há como negar que as francesas tem um quê especial. Mas por quê? O que tanto tem na mulher francesa e, essencialmente, na parisiense?

Li dois livros que falam sobre moda e estilo da mulher francesa: o famoso guia “A Parisiense”, de Inês de la Fressange; e o livro “A elegância e os segredos da mulher francesa”, de Helena Frith Powell.

Os livros são completamente diferentes, apesar de abordar um mesmo assunto.

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A elegância e os segredos da mulher francesa – Dois batons e um amante

Foi o primeiro que li sobre o tema. Helena Powell, a autora, é uma jornalista inglesa que se mudou para a França e, intrigada com o charme e glamour das parisienses, resolveu investigar o “je ne sais quoi” (não sei o quê) francês. Segundo Powell, as francesas atingem um resultado máximo (beleza e elegância) com um esforço mínimo.

É um livro pequeno, 158 páginas, e oferece uma leitura deliciosamente leve – é possível terminar em uma tarde inteira. Não tem ilustração alguma, mas é tão bem explicado que conseguimos visualizar facilmente as cenas.

Ela conta como foi se mudar para a “cidade luz” e, principalmente, como acabou se sentindo obrigada – mais no sentindo de motivação – a mudar seus padrões por conta do fascínio que as francesas causavam nela.

Considero que esse é um livro maravilhoso para entender a raiz da preocupação das francesas de, por exemplo, passar um batom antes de sair de casa. O formato dele é de uma história narrativa, mas ele acaba tendo um quê de antropologia por falar sobre o comportamento de uma certa cultura – e eu amo entender o porquê das coisas.

O ponto negativo do livro é que mostra um lado tanto paranoico da estética presente na vida dessas mulheres. Eu, como mulher, não gostei de ter lido que a maioria das parisienses não amamentam seus filhos somente porque não querem ficar com o seio caído, por exemplo. Porém, mantendo o senso crítico, a gente exclui a parte “too much” e apreende o que há de melhor nos ‘segredos’ das francesas.

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Resumo:

Para quem vale a pena?

Interessados e curiosos sobre a elegância nata das francesas.

 

Por que sim?

  • para entender o comportamento
  • para aprender dicas das francesas (de modo indireto)
  • leitura agradável

Por que não?

  • se você deseja ler dicas diretas e objetivas
  • se você não gosta muito de ler
  • se você não tem a menor curiosidade sobre a elegância francesa

 

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A Parisiense – guia de estilo

Como o próprio nome diz, é um guia. Pesado e grandão, mas com muitas imagens, texto em tópicos e fontes gigantes; por isso a leitura é dinâmica, tal como folhear uma revista.

Ines de la Fressange é francesa, ex-modelo e ícone de elegância. No guia, ela dá dicas de como se sentir uma verdadeira parisiense, desde o modo de se vestir até a decoração de sua casa.

O guia é dividido em quatro partes: estilo, beleza, decoração e lugares.

A parte “Vista-se como uma parisiense” possui boas dicas de como se vestir melhor sim, mas são todas em forma de pílulas. Então, se você não entendeu bem o motivo de alguma daquelas dicas, não vai ter nenhuma explicação extra. Os segmentos de beleza, decor e lugares para conhecer em Paris são apresentados da mesma maneira, em tópicos e ilustrados, mas sem grandes explicações.

Recomendo para quem está começando a se interessar por algum desses assuntos, pois é um resumo super prático para se ter por perto. Porém, se você já lê muitos canais de moda e beleza, pode ser que você se decepcione porque as dicas são básicas e algumas um tanto óbvias como “não exagere no blush”.

Um ponto que realmente me deixou frustrada é que comprei esse livro na véspera de uma viagem rápida à Paris e pensei que, por ter dicas de lugares para visitar por lá, seria um guia proveitoso. Não levei o livro na bagagem por causa do tamanho e do peso, por isso fiz minhas anotações e cheguei a visitar alguns daqueles lugares sugeridos, mas a maioria foi uma grande decepção: as lojas de roupas citadas são demasiadamente caras. Acredito que apenas a “Petit Bateau” possui preços acessíveis, mas é basicamente a nossa loja Hering com nome francês: roupas básicas, cores neutras, sendo a maioria em algodão. E olha, minhas blusinhas compradas lá não duraram quase nada. Enfim, ficou a impressão de ser um livro com dicas para quem tem muita, mas muita grana mesmo e que vai visitar lugares glamourosos.

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Resumo:

Para quem vale a pena?

Interessados e/ou iniciantes em moda, beleza e decoração.

 

Por que sim?

  • guia prático
  • dicas rápidas
  • bem ilustrado

Por que não?

  • dicas básicas para quem gosta dos assuntos tratatos
  • não tem grandes explicações
  • dicas dos lugares são duvidáveis

 

Alguém aí já leu algum desses livros? Tem mais outras dicas de leituras?

Dia de espalhar coisas boas, dia de espalhar beijo!

Karen Bachini
Beleza
13.04.2015
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A gente que acompanha tv, internet, facebook dá de cara o dia inteiro com notícias que não são tão legais – crime, discussões políticas, falta de água, crises financeiras… tem horas que rola um desânimo, né?

Mas também depende de você ser a mudança que o seu feed precisa! E não só seu feed, mas também seus amigos, sua família, e até o mundo inteiro!

Eu acredito que é possível transformar o mundo com pequenos gestos e atitudes, e que se queremos viver em um mundo melhor, é nosso trabalho ajudar para que essa mudança aconteça.

É por isso que todo ano eu entro na campanha do dia do beijo. Sabia que um beijo pode transformar completamente o dia de qualquer pessoa? Não só um beijo, mas um carinho, um pouquinho de amor, um gesto, uma palavra amiga.

Todo ano a quem disse, berenice? também entra nessa brincadeira e distribui um montão de batons pelo Brasil inteiro. Esse ano os cadastros para a troca de um batom antigo por um novo esgotaram já no terceiro dia da promoção, mas ano que vem tem mais!

E que tal você também aproveitar esse dia para distribuir um pouquinho de carinho em forma de beijos por aí? Pode ser na avó, no pai, no irmão, na amiga, no colega de trabalho, no amigo de escola, no cachorro, periquito, papagaio, todo mundo merece um dia melhor!

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Aproveita pra mostrar as fotos desses beijos e contagiar o mundo com essa energia! É só usar as hashtags #diadobeijo #beijosgrátis e #sejavcamudança!

Beijos pra vocês! ;*

Livro: Looking for Alaska (John Green)

Gabriela Cubayachi
Tv, Séries e Livros
10.04.2015
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Hoje eu vim resenhar pra vocês o livro Looking For Alaska, do John Green. Essa foi a primeira obra publicada pelo John e eu confesso que estava na minha lista de leitura há muito, muito tempo, por isso quis dividir com vocês o que eu achei!

Autor: John Green | Páginas: 263 | Editora: Harper Collins | Brasil: Martins Fontes | Intrínseca

Esta resenha NÃO tem spoilers!

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O livro vai contar a história do Miles, um adolescente que deixa os poucos amigos e sua vida nada empolgante na Flórida, para estudar em um colégio interno no Alabama chamado Culver Creek, e ir em busca do seu “Great Perhaps” (Grande Talvez).

Quando chega lá, o colega de quarto do Miles, apelidado de Colonel, apresenta-o aos amigos: Takumi e Alaska. À partir daí, nós acompanhamos a amizade deles e tudo que acontece no colégio interno, que é cheio de peculiaridades. O livro é dividido em duas partes, sendo o antes e o depois de um acontecimento importante do enredo.

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Sempre vejo resenhas e comentários sobre esse livro por aí, e assim como quase todas as obras do John, tem gente que ama e tem gente que odeia, hehe. Com esse livro, eu senti que a proposta dele foi a de usar um enredo simples e descomplicado para discutir questões mais intensas e filosóficas. Ele não tem um enredo cheio de acontecimentos e reviravoltas, mas eu sinceramente amo livros que nos instigam e fazem com que a gente pense mais a fundo sobre várias questões da vida, por isso aproveitei muito essa leitura, principalmente na segunda parte.

Apesar da construção dos personagens não ser muito aprofundada e muitos deles não terem muito destaque, nós conseguimos sentir as particularidades de cada um. O Miles, por exemplo, é um garoto bem comum e que sempre teve uma vida normal, por isso acaba ficando um pouco deslumbrado quando chega em Culver Creek e acaba sendo influenciado várias vezes pelos amigos, mas mesmo assim ele tem suas próprias peculiaridades. Uma coisa que eu amei nele, é que ele é obcecado por biografias e últimas palavras, então podemos ver muito disso no livro. Também amei as aulas dele com o “Old Man” e os pensamentos dele, principalmente no final do livro.

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A Alaska é a personagem mais confusa da vida, mas isso faz parte da personalidade dela e o próprio Miles se sente frustrado com isso de vez em quando. Também amei a história do Colonel e, inclusive, ele é responsável por uma das partes mais lindas desse livro, hehe.

Uma coisa que me incomodou, foi que o John enrolou um pouco na segunda parte do enredo. Acho que isso deixou a história mais real e preservou o ritmo da narrativa, mas eu, por exemplo, acabei descobrindo logo a resposta de uma das coisas que eles queriam saber e fiquei com vontade de entrar no livro e contar logo pra eles! Então acho que as dicas poderiam ter sido mais sutis pra preservar mais o mistério… Ou eles poderiam ter descoberto antes, pelo menos, hehe.

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Bom, eu amo a linguagem do John e o fato dele conseguir discutir tantos assuntos delicados de uma maneira simples e com toque de realidade, afinal, o público dele é jovem adulto. Eu me identifico demais com os pensamentos dele e consegui enxergar muito disso nesse livro.

“It always shocked me when I realized that I wasn’t the only person in the world who thought and felt such strange and awful things.”

“Francois Rabelais. He was a poet. And his last words were ‘I go to seek a Great Perhaps.’ That’s why I’m going. So I don’t have to wait until I die to start seeking a Great Perhaps.”

“How will we ever get out of this labyrinth of suffering?”

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E vocês, já leram ou tem vontade de ler Looking For Alaska?