Mini bags: estilosas, mas será que são práticas?

Hevelyn Chaves
Moda
14.10.2014
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Mesmo a mulher mais desligada nas questões de moda, que não se importa com os “anúncios” de tendências nos desfiles, acaba sendo influenciada indiretamente nos seus looks e forma de se vestir. Isso porque de uma hora para a outra as lojas são tomada por todas as novidades do mundo da moda, as vitrines são invadidas pelas peças e acessórios que “aquela” famosa usou na novela, ou em alguma festa bombada. E aí para esses itens pararem na nossa casa é um passo!

Há algum tempo as nossas bolsas tinham o tamanho maxi, eram enormes e cabiam tudo o que a gente precisava, e mais uma porção de coisas desnecessárias. O tempo foi passando e o tamanho delas só diminuindo até chegar ao que temos hoje em dia, umas coisinhas tão fofas que dá até dó de usar. Olhem e tirem suas próprias conclusões:

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MINI (mini, mini, minúsculas) BAGS! Tão pequenas que cabem as chaves de casa, um batom e o celular (mas em alguns casos nem ele cabe dentro dessas miniaturas). Esse acessório apareceu com força total nas últimas semanas de moda internacional, em desfiles da Chanel, Moschino e Kate Spade. E claro que ganhou ainda mais força com as famosas apostando na tendência.

Mas na vida real é usual optar por uma bolsa tão pequena? É só conferir como algumas fashionistas estão abusando da dessa peça e tirar as suas próprias conclusões:

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  • Transpassadas no ombro são sinônimo de conforto, já que precisamos ter as mãos livres. E ficar carregando uma bolsa por aí não é bem a praticidade que esperamos.
  • Use em momentos em que não for necessário levar muitos objetos, ou que se tenha um bolso que possa ajudar a levar seus itens essenciais.
  • Apesar de serem pequenas elas precisam assumir papel de destaque no look. Escolha o acessório em tons de destaque, ou posicione a bolsa de forma bem visível como na primeira foto.
  • Os modelos miniaturas de bolsas famosas transmitem um pouco de casualidade ao look, por conta da irreverência desse pequeno acessórios. Por isso use esse “ar” ao seu favor, combine com peças um pouco mais arrumadas e componha um visual “hi-low” para não cair no erro de parecer que o tamanho da sua bolsa foi um erro.

A blogger Thássia Naves esteve em Paris para conferir a semana de moda, e em um dos looks que postou no seu Instagram lá estava a mini-bag. Só que dessa vez acompanhada de outras duas versões ainda menores!

Com toda sinceridade do mundo, no meu caso isso não funciona! Pois além dos 3 itens mencionados ali em cima eu ainda carrego meu óculos de grau, dentro de sua caixinha, um porta cartão de visitas, um espelho, e um kit de higiene bucal. E aí, onde eu colocaria tudo isso? Deixem um comentário contando se essa novidade encheu ou não os seus olhos, e vamos trocar experiências :)

OBS: Estive na Renner esses dias e vi vários modelos de mini-bags, desde inspirações de Chanel até as que lembram modelos Celine. Os preços variam bastante, mas pelo que observei não ultrapassa a casa dos R$ 100,00. Ou seja, podemos esperar uma boa variedade nas fast fashion brasileiras!

O exercício da compra consciente

Bia Yzawa
Moda
13.10.2014
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Quem nunca comprou por impulso que atire a primeira pedra! Não é nada fácil separar aquilo que é puro desejo daquilo que realmente será útil, não é mesmo? Falando um pouco da minha experiência, por amar o mundo fashion (e todos os dias acompanhar blogs de Moda e Beleza), sempre vejo alguma peça de roupa ou sapato que faz meu coração acelerar. Mas se todas as minhas compras se baseassem nesse meu estado de desejo, nossa, já estaria bem enrascada! E é por isso que nos últimos meses tenho feito um constante exercício de compra consciente – o que não é tarefa fácil, mas dá para chegar lá.

Por isso quero compartilhar com vocês um esquema para reduzir as compras por impulso, seja por motivos financeiros, pela busca de um guarda-roupa mais funcional, consumir conscientemente ou pela soma de todos esses fatores.

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Estabeleça um limite de tempo:

Você é muito consumista e não tem o costume de planejar? Então comece com um período curto de tempo para tentar cumprir esse exercício de compra consciente. Se você já faz algum controle financeiro, estabeleça o tempo máximo que consiga visualizar suas compras futuras.

 

Faça uma lista:

Liste tudo que gostaria de ter no seu closet para os próximos X meses do seu planejamento.

Escreva tudo, sem limites: as peças que você acha que precisa; aquele vestido desejado; se precisa repor aquela camisa que manchou; se precisa de uma calça nova para trabalhar etc. Importante pensar também nas peças básicas que a gente não se empolga na hora de comprar, tal como meias (vale mais a pena substituir a meia furada do que comprar um lenço que você nem estava precisando).

 

Revisão:

Hora de reler e cortar tudo o que é desnecessário e/ou que pode esperar mais um tempo para a compra. Para essa revisão, importante pensar:

  • É um item que precisava “para ontem”?
  • Faz falta no meu dia a dia?
  • Se eu tiver essa peça, quantos looks consigo montar?
  • Quantas vezes sou capaz de usar?

Pense nessas perguntas para cada peça listada, isso vai ajudar na exclusão daquilo que, provavelmente, seria uma compra impulsiva. Também gosto de pensar na quantidade de peças novas que estariam dentro do limite da “normalidade”: “É normal comprar 10 peças de roupas em um único mês?”; “É aceitável comprar uma nova peça de roupa por mês?”. Limite o número de peças de acordo com o seu orçamento – isso também vai ajudar a reduzir os itens da sua lista.

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Hora de comprar

Ok, você fez a lista e já riscou tudo aquilo que poderia ser uma compra impulsiva: hora de partir para a compra. Provavelmente você não vai encontrar todos os itens da sua lista num único mês, até porque você não vai comprar qualquer coisa, não é?

Exemplo: você está precisando de um blazer preto. Não vá comprar o primeiro blazer preto que aparecer na sua frente, já que ele será o único no seu guarda-roupa. Controle o impulso e analise bem a peça. Então é para ser chata mesmo: analise o tecido (você gosta? É macio? É confortável?); experimente e veja se você gosta daquele modelo no seu corpo. Tem que ser cricri. Se você gostou 100% dele, acredite, você vai saber. Aí sim será a sua compra consciente.

Comprou? Passa para o próximo da lista!

Tome cuidado para não comprar o mesmo item mais de uma vez. O que é comum acontecer: comprou o vestido vermelho na primeira loja que viu, depois de três meses vê outro vestido vermelho em outra loja, acha lindo e compra. Agora tem dois vestidos vermelhos, praticamente iguais. Gente, não! Comprou o item que queria? Agora esquece: você já tem um vestido vermelho – hora de passar a procurar outros itens da sua lista.

 

Esse é um esquema inicial para quem procura consumir sem impulso. Gostaram das dicas? Então comentem para eu saber se vocês querem outras postagens sobre compra consciente. Para quem já está nesse processo, sei que não é fácil, mas aos poucos a gente vai se acostumando e adquirindo novos olhares para as compras. E se você já é expert em fazer compras inteligentes, compartilhe sua experiência com a gente!

lentes

Diferença na qualidade de lentes Canon

Karen Bachini
Geek e Tecnologia
13.10.2014
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Se você é um apaixonado por lentes e câmeras e já testou algumas diferentes, provavelmente já descobriu que existe variação na qualidade de uma lente dentro da mesma marca. A Canon mesmo, é uma empresa que faz linhas diferente de lentes para que você possa escolher a que se encaixa no seu bolso e nas suas necessidades. Aliás, foi por esse motivo que eu escolhi ter Canon.

Se você for comprar uma lente 50mm vai descobrir que a Canon tem 3 variações da mesma lente:

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E depois de ter uma lente 50mm 1.8 (a mais barata) por anos e depois comparar ela com a 50mm 1.4 (a que eu uso atualmente) eu percebi várias diferenças. Na 1.8 a abertura de lente é menor, é super mais difícil de focar (aliás recomendo que você utilize o foco manual ou várias fotos vão sair desfocadas), a qualidade da imagem é menor, e você vai reparar que a montagem dela é toda feita em plástico e materiais de qualidade inferior. Isso é bom por lado, porque a lente fica muito mais leve, e dependendo do objetivo eu priorizaria uma lente mais leve.

Já a 1.4 é bem mais pesada, a montagem dela é de metal, e isso significa que ela é uma lente que vai ter mais durabilidade e qualidade. O auto foco dela realmente funciona, e a imagem é mais nítida e as cores mais bonitas.

Agora, falar da 1.2 é até meio que sacanagem com as outras. Essa sim, faz imagens perfeitas, muito nítidas, sem distorção, fora que 1.2 de abertura é meu sonho de consumo em todas as minhas lentes (quanto maior a abertura, mais desfocado o fundo fica e mais clara a imagem também, porque mais luz pode entrar). O pior é que comparando uma imagem de uma lente com a outra, você vê a diferença. As vezes eu entro num blog e vejo uma imagem linda, procuro as informações e lá esta, é a 50mm f/1.2. Mas você pode ver também que como a qualidade é ótima, o preço então, uhhh, muito alto.

Essa mesma variação está presente em muitas outras lentes, e você vai sentir muito ela nos valores. O ideal é, sabendo disso, ler muito direitinho todas as lentes para descobrir o que muda de uma para a outra. As vezes são coisas bem bobas que não vão influenciar para o que você quer usar a câmera. Mas, as vezes, vão fazer toda a diferença e daí, o valor mais caro vai valer a pena.

E essa tal montagem de plástico ou metal, influi em que?

Bom, a verdade é que cada lente tem a montagem e o encaixe que precisa ter para fazer suas funções. Muita gente alega que montagens de plástico quebram, ou racham, com maior facilidade, o que faz total sentido, se a Canon (e outras marcas) fizessem a montagem da lente sem considerar o peso que ela vai aguentar. Com isso quero dizer que o encaixe vai ser de metal quando a lente exigir mais sustentação, você nunca vai ver uma lente super Telephoto com montagem de plástico, porque obviamente, não iria aguentar.

Mas você vai ver diversas outras lentes, inclusive lentes caras, com montagem de plástico.

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Montagem de Plástico:

  • Lentes mais leves
  • Mais baratas
  • Tendem a ter componentes de menor qualidade

Montagem de Metal:

  • Maior qualidade
  • Maior sustentação do corpo da lente
  • Maior durabilidade

Numa estatística geral, lentes de plástico quebram com mais facilidade que as de metal. Mas eu não posso afirmar que elas quebram por causa do plástico em si, ou por causa de materiais internos.

E como isso deve afetar a minha escolha de lente?

Eu diria que é mais para você conhecer os componentes da sua lente mesmo, saber se ela vai ser leve ou pesada, se você precisa ter mais cuidado ou não, e também entender porque você está pagando o preço cobrado pela marca. E é claro, que se você quer uma lente com maior qualidade, que dê menos problema, é melhor escolher as de metal.

Como eu sei qual é a qualidade de lente que eu preciso?

Eu sempre, sempre vou recomendar que você comece pela mais barata, a não ser que já tenha experiência com a lente. Mas por exemplo, se você só tem a lente básica da câmera, uma 18-55mm ou 18-135mm, e quer ver como é fotografar com a 50mm, não tem porque você comprar a 1.2, a não ser que seja rico e goste de desperdiçar dinheiro mesmo. Afinal, você nem sabe se vai gostar ou não do estilo dela, as fotos, da experiência. Talvez você não se adapte com a lente e é melhor jogar fora 500 reais do que 4 mil né?

Se você está em dúvida entre qual lente comprar, leia esse post.

Onde comprar?

Eu costumo comprar as minhas lentes na BH Photo Vídeo (se você estiver viajando é ótimo porque daí você não paga os 60% da importação, mas eles também entregam no brasil), nos boxes da paulista e na Santa Efigênia em São Paulo, ou na Zamax que é uma loja nacional que entrega em todo o país.